sábado, 26 de maio de 2012

Publicação reúne produtos e serviços elaborados com licença Creative Commons

Símbolos de licenças flexíveis para direitos autorais
Que tipos de produtos e ideias o compartilhamento de informações e a produção colaborativa podem proporcionar? Qual o papel da licença Creative Commons para a inovação na era digital? Para encontrar respostas para essas questões, o livro The Power Of Open apresenta um estudo de 30 casos de elaboração de produtos e serviços de sucessos baseados no modelo de compartilhamento.

De autoria de Catherine Casserly e Joi Ito, do projeto Creative Commons, o livro conta experiências como a forma colaborativa que a Fiat Brasil utilizou para o desenvolvimento de seu novo modelo, o Fiat Milo, em que as pessoas podiam enviar sugestões e ideias para o design do carro pelo site oficial; a criação da ProPublica, uma redação jornalística independente sem fins lucrativos, que produz reportagens com potencial significativo de impacto, distribuídas gratuitamente sob a licença Creative Commons, entre outros.
A publicação está disponível na internet gratuitamente em nove idiomas, incluindo o português: http://thepowerofopen.org

Fonte: A Rede

domingo, 13 de maio de 2012

Primeiro festival de cinema sob licença Creative Commons na Cidade do México


De 9 a 14 de julho, os moradores da Cidade do México vai apreciar o seu primeiro festival de cinema sob licenças Creative Commons (CC CMX) . Este é um espaço que será exibido obras audiovisuais, curtas-metragens, longas-metragens, documentários, que estão sob tais licenças de propriedade intelectual com o objectivo de criar uma rede de distribuição para novos criadores. O que é a diferença neste ciclo com o resto do negócio na cidade? Para entender sua importância, é necessário entender um pouco sobre as licenças Creative Commons .

O que é Creative Commons?

Em 2001 veio "Creative Commons, uma organização não governamental sem fins lucrativos, liderada por Lawrence Lessig, professor de Direito na Stanford University. A idéia do projeto foi desenvolver um grupo de licenças de propriedade intelectual (mais conhecido como comuns licenças criativas de bens) menos rigoroso do que no presente, compatível com as várias jurisdições do mundo, e para permitir que o autor para fornecer flexibilidade ao seu trabalho. As licenças Creative Commons são projetados para um modelo de distribuição com base na cópia, em um mundo onde a reprodução ea distribuição de obras estão disponíveis para todos os processos.
Ao longo de mais de uma década, as licenças foram traduzidos e adaptados para serem compatíveis com diversas legislações do mundo, incluindo Espanha, México e Argentina. Licenças Creative Commons permitem que o autor a colocar certas condições em seu trabalho, como o liberdade para o jogo sob atribuição, criar obras derivadas ou restringir a comercialização. Os termos são baseados em copyleft neologismo cunhado, em contraste com o autor, um conjunto de palavras cujo significado pode ser traduzido como "permissão para copiar" (ou no sentido literal, o autor à esquerda).

Onde é que o festival?

O festival de cinema na Cidade do México é uma cópia do Criativo NCCB Barcelona Commons Festival de Cinema . O evento espanhol é a partir de 2010 e está registrado sob uma licença Attribution Noncommercial - Share Alike (CC-NA-SA). Isto significa que qualquer pessoa no mundo pode organizar um festival similar, desde que se reúne duas condições:
  • O licenciado tem o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados para fins não comerciais.
  • O licenciado tem o direito de distribuir trabalhos derivados sob uma licença idêntica à licença que rege o trabalho original.
Festival de Barcelona terá sua terceira edição nos dias seguintes (10 a 13 de Maio). Além da capital mexicana, outras cidades que já sediaram o ciclo deste ano foram Madrid (19-22 de Janeiro), Lima (28 fevereiro-2 março) e Buenos Aires (13 a 16 de Março).

Qual é o CMX DC?

O CC CMX será mostrado em diferentes locais do Centro Histórico do México, Espanha Centro Cultural, Museu Nacional de Arte da Universidade do Claustro de Sor Juana, entre outros. Além dos filmes, haverá um workshop sobre o uso de licenças Creative Commons em projetos audiovisuais (muito importante para jovens diretores) e um par de mesas-redondas temáticas: "Cinema na era da Internet" e "Os espaços no cinema " . Se eu não tenho nenhuma dúvida sobre o CMX-DC como se inscrever, como participar com seus trabalhos, pode contactar os organizadores diretamente no site do festival.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Universidades dos EUA lançam cursos gratuitos na web


Cinco universidades de prestígio dos Estados Unidos criarão cursos online gratuitos para estudantes em todo o mundo através de uma nova plataforma de ensino interativo, chamada Coursera, anunciaram os criadores no dia 18 de abril de 2012. O Coursera vai oferecer mais de 30 cursos universitários no ano que vem através do seu site - www.coursera.org - sobre assuntos que vão desde mitologia grega a neurologia, de cálculo a poesia americana contemporânea. As aulas serão projetadas e ministradas por professores de StanfordPrinceton,Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade da Pensilvânia e Universidade de Michigan.

Os dois fundadores, professores de ciência da computação da Universidade de Stanford, também anunciaram que receberam US$ 16 milhões em financiamento de duas empresas de investimento do Vale do Silício.

Coursera se junta a uma série de projetos online ambiciosos que visam tornar o ensino superior mais acessível e barato. Muitos desses empreendimentos, no entanto, simplesmente publicam palestras inteiras na web, sem nenhum componente interativo. Outros se esforçam para criar novas universidades do zero.

Os fundadores Daphne Koller e Andrew Ng afirmam que o Courseraserá diferente, pois os professores de escolas de prestígio vão ensinar usando o nome de sua universidade e vão adaptar os seus cursos mais populares para a web, incorporando tarefas e exames a aulas em vídeo, respondendo a perguntas dos alunos em fóruns online - e até mesmo, talvez, trabalhando por meio de videoconferência.

Testes de múltipla escolha e de respostas curtas serão avaliados via computador. O Coursera em breve apresentará um sistema de classificação para avaliar trabalhos mais complexos, tais como ensaios ou algoritmos.

Os estudantes não receberão créditos da faculdade. Mas o Courserapode oferecer "certificados de conclusão" ou transcrições mediante pagamento de uma taxa. Uma empresa também pode tentar lucrar conectano empregadores com alunos que tenham demonstrado aptidão em uma determinada área, disse uma porta-voz.

As universidades participantes esperam se beneficiar aumentando a sua reputação no exterior, conectando-se com ex-alunos distantes e, quem sabe, trazendo doações de alunos online agradecidos.

FONTE: Portal Terra

sábado, 21 de abril de 2012

Parceria Unicamp e Univesp começam a disponibilizar aulas abertas via internet

A exemplo do que já fazem as maiores universidades do mundo, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) começou a gravar e disponibilizar aulas, que poderão ser assistidas por qualquer pessoa por meio da internet. A gravação das primeiras aulas foi feita pela Univesp TV, canal digital da TV Cultura de São Paulo. Em seu site no Youtube clique aqui para acessar -, a Univesp disponibilizou um programa-piloto com os conteúdos das aulas de Cálculo 1 (1, 5, 6 e 7) e de Física 1 (que reúne os programas 1 a 4) - as disciplinas de maior demanda pelos alunos da instituição.

A intenção é, segundo o pró-reitor de Graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, ampliar as oportunidades de estudo de graduandos desta e de outras universidades brasileiras.

"Ofertamos um novo tipo de acesso às aulas com vistas à expansão do ensino superior público", informa.

Aulas na internet em português

Knobel comenta que a geração de conteúdos será feita regularmente e envolve um convênio entre a Unicamp e a Univesp para filmar e disponibilizar cursos completos via Internet. "No país, há poucas oportunidades dessas, de cursos formatados em português", afirmou.

As aulas poderão também ser acessadas brevemente noOpenCourseWare (OCW) da Unicamp, um portal que hospeda conteúdos educacionais em formato digital, originários de disciplinas de cursos de graduação e oferecidos à comunidade gratuitamente.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Banco Mundial adota licença Creative Commons para suas publicações


O Banco Mundial anunciou uma nova Política de Dados Abertos, que deve entrar em vigor em julho. A partir daí, todas as pesquisas e produções publicadas pelo banco serão automaticamente licenciadas em Creative Commons.
O banco também lançou o Repositório de Conhecimento Aberto, com mais de dois mil livros, artigos, relatórios e documentos de pesquisa, igualmente sob licença CC BY. “Conhecimento é poder. Tornar nosso conhecimento amplamente e prontamente disponível vai dar às pessoas mais recursos para que encontrem soluções para os problemas do mundo”, declarou em nota o presidente do Banco Mundial, Roberto B. Zoellick.
A CC BY é a licença CC mais aberta, que permite o reuso, o remix e a redistribuição de conteúdos, mesmo com finalidade comercial, desde que seja dado o crédito ao autor. É recomendada para situações de máxima disseminação e reuso de materiais, preservando o reconhecimento do criador da obra original.
Lawrence Lessig, co-fundador do Creative Commons, disse que o Banco Mundial não está apenas saindo na frente ao abraçar os princípios do livre acesso. “Ao colocar seus trabalhos disponíveis sob licença CC, está encorajando a divulgação do conhecimento que produz”.
O Banco espera que as versões em papel de seus trabalhos também sejam licenciadas em Criative Commons. O Repositório já dispõe de livros e documentos desde 2009, em várias áreas e de vários lugares do mundo, incluindo textos do World Development Report, dois jornais do Banco Mundial, o World Bank Economic Review (WBER) e o World Bank Research Observer (WBRO).
*Com informações do site do Creative Commons

domingo, 8 de abril de 2012

Creative Commons lança proposta de versão 4.0 e pede colaboração

Creative Commons
A organização sem fins lucrativos Creative Commons (CC) lançou a primeira proposta da versão 4.0 de seu conjunto de licenças Creative Commons e está pedindo comentários da comunidade. Diane Peters, CC General Counsel,escreveu no blog oficial da organização que essa nova proposta busca atender a três grandes metas: considerar as necessidades de usuários que não podem usar a atual versão 3.0 das licenças CC devido a conflitos com a legislação nacional; operabilidade máxima com outras licenças "copyleft"; longevidade e facilidade no uso.
A equipe da CC ofereceu um sumário com as mudanças importantes e os aspectos contenciosos que ainda precisam ser discutidos em uma página separada para esse primeiro esboço (Draft 1). De acordo com o cronograma, o período para comentários sobre o Draft 1 será aberto no final de maio deste ano; com duas outras propostas sendo publicadas em junho e setembro; com a previsão de uma versão 4.0 finalizada para o final do ano. O estopim para a criação desse primeiro esboço foi um debate interno que aconteceu durante o evento Creative Commons Global Summit 2011.

Fonte: h-online, em inglês.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Livros Indisponíveis Poderão Ser Disponibilizados ao Público Gratuitamente na França


Uma nova lei aprovada na França garante acesso da população a livros que não estão mais disponíveis à venda.
De acordo com o site TeleRead, a lei acrescenta um novo capítulo ao Código de Propriedade Intelectual francês, compreendendo os artigos L.134-1 a L.134-9. Nela, livros publicados antes de 2001 e que estão comercialmente indisponíveis serão acrescentados a uma base de dados.
Se após seis meses ninguém for contra a presença do título na lista, uma sociedade de gestão coletiva aprovada pelo Ministério da Cultura será autorizada a conceder a uma editora licença não exclusiva para a exploração digital do livro por um período de cinco anos,  com possibilidade de renovação.
E há vantagens também para bibliotecas. Essas poderão digitalizar os livros sem custo e distribuí-los a seus usuários, se o detentor dos direitos de reprodução não for encontrado em até dez anos.